sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

TECNOLOGIAS AVANÇADAS EM EDUCAÇÃO (QUALIDADE DE VIDA NO ENSINO)

Noeli de Fátima Kusman 
NTE  Curitiba  CETEPAR 
noeli@professor.mailbr.com.br 
Marco Antonio Amaral 
NTE  Cornélio Procópio 
marcorall@mailbr.com.br 

RESUMO:
O presente trabalho teve como objetivo capacitar alunos na utilização do software Office 
97 para que pudessem atuar como alunos-monitores nos laboratórios de informática em 
ambientes educacionais.  
Através deste projeto piloto procurou-se sobretudo integrar alunos da rede pública de 
ensino estadual de diferentes escolas para que desenvolvessem atividades no software 
referido (conforme indicação dos programas PROINFO E PROEM para as máquinas 
destinadas às escolas estaduais) assim, priorizando-se a utilização pedagógica. 
A capacitação destes alunos contribuiu substancialmente para a integração das escolas 
envolvidas e para a efetiva construção de um trabalho colaborativo, onde a utilização do 
computador passou a ser mais uma ferramenta disponibilizada para o enriquecimento da 
prática didático-pedagógica. 
As escolas C. E. Ivo Leão EFM  - CIC e C.E Pedro Macedo EFM  - Portão, ambas da 
cidade de Curitiba, participantes deste projeto foram selecionadas por afinidade e total 
colaboração da direção.  
Os alunos integrantes do projeto  no total de nove (9) com idade entre 15 e 16 anos todos 
do ensino médio, sendo 5 do Colégio Estadual Ivo Leão e 4 do Colégio Estadual Pedro 
Macedo, foram indicados pelos respectivos diretores pelo conhecimento na 
operacionalização básica da ferramenta e facilidade de comunicação interpessoal. 
O desenvolvimento deste projeto teve início no mês de agosto de 1999 com dois 
encontros semanais no laboratório de informática do NTE-CURITIBA-CETEPAR (Núcleo 
de Tecnologia Educacional) o que possibilitou aos alunos-monitores utilizarem os 
aplicativos do Office97 para: elaborarem um texto, criarem histórias em quadrinhos, 
efetuarem pesquisas na Internet, criarem folders, banners, cartão de visita e a construção 
de uma Home Page (Front Page Express); para verificar a aplicabilidade das atividades, 
os alunos elaboraram e aplicaram uma aula na disciplina de maior afinidade no colégio de 
origem. 
Como recursos tradicionais foram utilizados livros, revistas além de outros materiais de 
consulta. 

Recursos audiovisuais a utilizar na apresentação: 
Datashow, retro-projetor, Vídeo e TV. 

PALAVRAS CHAVE: 
·   Aluno-monitor; 
·   Novas Tecnologias Educacionais; 
·   Integração entre escolas. 
·   Tecnologias Avançadas em Educação.  

INTRODUÇÃO:  
O desenvolvimento científico e tecnológico mundial interfere diretamente nos paradigmas 
educacionais, produzindo alterações na educação com a efetivação de metodologias que 
se apropriem do uso de tecnologias. 
Com a utilização dessas tecnologias surge a necessidade da melhora em desempenho e 
qualidade da educação, em especial a dos níveis médio e superior é notória, em face do 
avanço dos padrões tecnológicos e organizacionais do mundo, do trabalho e das relações 
sociais. Esse desempenho reflete sobremaneira na metodologia adotada pelo professor. 
Percebeu-se a insatisfação dos alunos na forma como os conteúdos são ministrados, o 
que nos levou a muitos questionamentos e ao desejo de proporcionar uma mudança na 
prática pedagógica do professor em sala de aula. Foi através de relatos dos próprios 
alunos de como gostariam que essa ou aquela disciplina fosse repassada, que buscou-se 
uma alternativa. 
Baseado nesses relatos surgiu a idéia de desenvolver um projeto para integrar alunos da 
rede pública estadual, cuja idéia principal é a capacitação destes alunos para que atuem 
como monitores utilizando-se do software Office97 pedagogicamente e a  integração com 
outras escolas num trabalho colaborativo que possa representar segundo LITWIN: 
"A contribuição para a aprendizagem desde uma perspectiva inovadora, isto é, 
que favoreça a participação solidária  entre os alunos; possibilite a pesquisa, a 
aprendizagem por descoberta e a recriação dos conhecimentos; apresente uma 
visão integradora em sua concepção, e propicie o tratamento interdisciplinar dos 
temas do currículo." (1997, P. 90) ,o que pode ser feito utilizando-se do computador 
como ferramenta pedagógica e incentivo para a utilização das novas tecnologias para o 
enriquecimento e a mudança na prática didático-pedagógica do professor em sala de 
aula. 
Para dar início ao projeto escolheu-se duas escolas estaduais: Colégio Estadual Ivo Leão 
EFM do bairro CIC e Colégio Estadual Pedro Macedo EFM do bairro Portão, ambas da 
cidade de Curitiba. As escolas participantes foram convidadas por afinidade com total 
disponibilidade dos diretores em desenvolverem os trabalhos tendo a  finalidade de 
melhorar a qualidade de ensino na escola pública. Estas escolas contam com laboratórios 
de informática provenientes dos programas PROEM e PROINFO montados e em 
funcionamento. Os alunos foram indicados pelos diretores para participar do projeto, pelo  
seu conhecimento na operacionalização básica da ferramenta e facilidade de 
comunicação interpessoal. 
Os educandos iniciaram as atividades utilizando-se de software básicos como:  Editor de 
textos  - Word, Planilha eletrônica  - Excel, Software de apresentação  - Power Point ,o 
Paint e o Front Page Express sempre elaborando, construindo e aplicando atividades na 
forma interdisciplinar,  oportunizando aos estabelecimentos envolvidos mudanças em 
suas práticas pedagógicas, bem como dando um novo enfoque na aplicação da grade 
curricular como processo de ensino-aprendizagem. 

OBJETIVO GERAL: 
Formação de alunos tornando-os monitores, e a integração de escolas para um trabalho 
colaborativo e interdisciplinar. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 
·   Capacitar alunos para atuarem como alunos-monitores nos laboratórios de informática 
da escola utilizando como ferramenta os software do Office 97 a fim de que o 
computador seja mais uma ferramenta no processo ensino-aprendizagem;  
·   Construir uma Home Page para intercâmbio entre os estabelecimentos de ensino 
onde possam publicar seus trabalhos;  
·   Incentivar a participação dos alunos no processo ensino-aprendizagem; 
·   Explorar as capacidades criativas inerentes ao ser humano. 
·   Melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem. 
·   Provocar mudanças na atuação do professor, superando o papel de transmissor de 
conhecimento, e auxiliando a construção do papel de gestor do processo de 
aprendizagem. 

JUSTIFICATIVA: 
A sociedade tem exigido mudanças no aprimoramento  dos professores, pelo fato de 
estarem inseridos em uma instituição educacional a qual pertence à comunidade.Com o 
intuito de situar as exigências do mercado atual frente o processo de globalização, 
elucidando assim a necessidade do professor adotar em sua prática pedagógica os 
recursos tecnológicos disponíveis para a execução de suas atividades e buscar 
informações atualizadas a serem transmitidas aos alunos, visando a melhoria na 
qualidade do ensino. 
As mudanças nos paradigmas educacionais se faz por pioneiros que devem ter em mente 
que o que parece ser impossível hoje, poderá ser o padrão de amanhã e, todos nós como 
cidadãos, mas principalmente como professores e educadores temos a chance de sermos 
pioneiros em nossas áreas de atuação, pois temos a oportunidade única de trabalhar com 
as novas gerações, estas que incorporarão os novos paradigmas como desafios naturais 
em seu desenvolvimento na construção do saber. 
Este pioneirismo ocorre no momento em que os alunos se encontram predispostos a 
atuarem como alunos-monitores, se capacitando, elaborando e aplicando atividades em 
ambientes informatizados sobretudo se utilizando das novas tecnologias disponíveis no 
mercado. 
A tecnologia está presente em todas ações de nosso cotidiano e precisa ser utilizada para 
cumprir sua função. Para Colom Cañellas (1994) citado por LION em Tecnologia 
Educacional: 
"A tecnologia, [...] desempenhará um papel diferente do desenvolvido até 
o presente. Parece estar aí para propiciar o desenvolvimento de  
possibilidades individuais [...] utilizando  a informática o homem alcança 
novas possibilidades e estilos de pensamento inovador jamais postos em 
prática, o que quer dizer que o ambiente organizador, em vez de 
alienação, procura novas perspectivas e reatualização das múltiplas 
capacidades mentais que possui o homem... A tecnologia vai 
transformando também nossas mentes porque de alguma maneira temos 
acesso aos dados, mudamos nosso modelo mental da realidade e nossa 
representação do mundo, já que chegamos a mais informação [...] Os 
integrados entendem  a tecnologia como neutra, objetiva, positiva em si 
mesma e científica. Incorporá-la é sinônimo de progresso. De qualquer 
forma nos ensinam a resgatar as possibilidades, as virtudes e o vigor da 
tecnologia." 
Urge portanto que este progresso se viabilize através da inserção das novas tecnologias 
na sala de aula, através da capacitação de alunos-monitores sem, no entanto, deixar de lado as tecnologias tradicionais (giz, quadro-negro, flip sharts, fitas de vídeo, televisão, 
jornais, revistas, livro didático, etc.), estas que nos serviram tanto e tão bem e ainda nos 
são muito úteis. 

DESENVOLVIMENTO: 
As atitudes da atual sociedade nos impõem exigências que refletem na escola que, por 
sua vez, deve passar por uma rápida adaptação e interação com o meio, o que nos 
impele a repensar os novos paradigmas da educação, a inserir novas práticas curriculares 
e metodologias inovadoras para fazer frente a essas tecnologias que envolvem o mundo 
globalizado. 
Que integração e socialização maior nos é disponibilizada pelos novos paradigmas da 
Educação do que o desenvolvimento das atividades em ambientes informatizados? 
Nesse sentido encontramos nos ambientes informatizados o computador com uma 
variada gama de software aplicativos que permitem a execução de diversas tarefas tais 
como: elaboração de documentos com textos, editoração artística, construção de gráficos,  
tabelas, resolução de sistemas de equações, de matrizes, operações matemáticas, 
importação de gráficos, cálculos algébricos, estatísticos e outros. 
Sandholtz, Ringstaff e Dwyer  em LITWIN (1997, p. 82/91) nos relata uma experiência 
americana; o projeto ACOT, segundo o qual visava a inserção de alunos especialistas 
(monitores) na sala de aula: 
 “ Inicialmente professores (embora alguns experientes não se sentissem a 
vontade) e alunos tiveram que aprender a usar uma grande quantidade de 
tecnologia. Primeiramente, o papel dos alunos como  ‘ professor’  foi 
esporádico, espontâneo  e não estruturado. Ao invés de ficarem sentados 
em silêncio, esperando que seu professor os ajuda-se com a tecnologia, 
começaram a tomar iniciativa e a pedir ajuda uns aos outros ou a se 
apresentar como voluntários para dar informações a seus colegas. Os 
professores observaram que se eles ensinavam um ou dois alunos como 
fazer algo no computador, o restante da classe não precisaria de 
instruções do professor, porque já haviam aprendido informalmente de 
seus colegas. Assim passaram a aproveitar o conhecimento tecnológico 
dos alunos de maneira mais formal, ao invés de confiar no sistema de 
transmissão ‘ de boca em boca’ em sala de aula. Pesquisas indicam que o 
aumento da interação entre colegas e da colaboração entre os alunos traz 
muitos benefícios. 
A interação entre colegas e a colaboração entre alunos foram 
amplamente investigadas concluindo-se que os sistemas formalizados de 
instrução por colegas e colaboração variam: uma abordagem forma 
duplas de alunos experientes com alunos relativamente sem experiência  
(Dedicott, 1986); uma outra combina alunos relativamente sem 
experiência que tem aproximadamente o mesmo nível de competência     
(Ames e Murray, 1982); e uma outra divide  as crianças em equipes 
heterogêneas de cinco ou seis que trabalham na tarefa individualmente e 
juntas (Slavin, 1983). Concluíram ainda que há um melhor aproveitamento 
escolar em várias áreas, como redação (Reed, 1990), raciocínio 
matemático e espacial (Phelps e Damon, 1989), leitura (Atherley,1989) e 
língua estrangeira (Chesterfield e Chesterfield, 1985). Concluiu-se 
também, que a aprendizagem entre colegas aumenta a auto-estima e o status social dos alunos (Maheady e Sainato, 1985), bem como sua 
motivação e auto orientação (Land, 1984) “  
Tendo em vista o relato teve início, o desenvolvimento do projeto “ Qualidade vida no 
ensino”  no mês de agosto de 1999 com dois encontros semanais num total de 20. 
Inicialmente fora feita uma sondagem nos alunos para se ter noção do aplicativo de 
domínio de cada um, posteriormente de posse dessas informações buscou-se aliar o 
aplicativo com as disciplinas de maior afinidade (Biologia, Inglês, Matemática, História, 
Geografia, Física, etc.) cuja finalidade era melhorar a qualidade do ensino  em cada 
estabelecimento consultado. 
Logo após esta abordagem, os alunos resolveram:  
·   elaborar um texto integrando disciplina X ferramenta; 
·   criar histórias em quadrinhos utilizando o Word e o Paint; 
·   pesquisar na Internet os seguintes temas: a educação atual, globalização, novas 
profissões, Brasil, mundo, qualidade de vida, entre outros. 
Planejou-se e construiu-se uma maquete, cuja finalidade fora a de sensibilizar a 
sociedade para uma melhor qualidade de vida demonstrando os conteúdos curriculares 
aplicados no plano material, que estão presentes no cotidiano do aluno e que também 
podem ser elaborados e trabalhados no computador, conforme o tema gerador. A fim de 
divulgar  o projeto os alunos criaram folders, banners e cartão de visitas, também 
elaboraram e construíram uma Home Page (w.w.w.angelfire.com/nt/ntevida), para que 
fossem disponibilizados todos os trabalhos feitos, as apresentações, fotos e resumos das 
disciplinas  com seus tópicos desenvolvidos. Para vivenciar na prática a função de 
monitores de laboratórios de informática os alunos elaboraram uma aula, cada um na 
disciplina de sua preferência e aplicaram-na no colégio de origem, o que se pôde 
constatar pelas atividades apresentadas sem a utilização momentânea do computador, 
para exemplificar que a máquina é apenas mais um recurso didático no processo da 
construção do conhecimento e que jamais substituirá o professor em sala de aula. 
Tem-se presente que o computador, comparado ao professor, construtor do 
conhecimento, sempre estará em desvantagem, pois repassar informações escritas em 
um livro didático qualquer um pode, mas ensinar nem todos conseguem, e isso influi na 
qualidade do conhecimento adquirido pelo aluno. 
Através de conteúdos escolhidos dentro do planejamento curricular os alunos-monitores 
apresentaram aos demais parceiros formas diversificadas de trabalhar estes mesmos 
conteúdos com software específicos do Office97 enriquecendo assim a metodologia da 
prática pedagógica interdisciplinar no computador e em maquete, sem esquecer as 
demais tecnologias. 
Sabe-se  que as tecnologias tradicionais como giz, quadro-negro, flip sharts, vídeo, 
programas gravados da televisão, revistas, jornais, material concreto, livro  didático e 
tantas outras continuam presentes e não devem ser abandonadas, pois significam 
enriquecimento da prática pedagógica do professor.  
Considerou-se também que as expectativas de cada professor e também o receio de 
trabalhar os conteúdos de suas disciplinas com o auxílio do computador repercute na 
mudança da prática pedagógica.  Os professores devem ser motivados a se tornar 
intelectuais transformadores, onde combinam a reflexão e prática acadêmica a serviço da 
educação dos estudantes para que sejam  cidadãos reflexivos e ativos. Pois,  "quem 
ensina carece pesquisar; quem pesquisa carece ensinar. Professor que apenas 
ensina jamais o foi. Pesquisador que só pesquisa é elitista explorador, privilegiado 
e acomodado". (DEMO, 1997, p.14) Professores podem buscar a integração do uso dos computadores dentro do domínio das 
suas disciplinas, de forma que muitos dos objetivos da alfabetização em computação 
possam ser atingidos sem a necessidade de um curso separado. 
Compreendeu-se que os alunos-monitores tem como  uma das funções, auxiliar os 
professores a vencer as barreiras desse novo paradigma que é a utilização do 
computador, essa máquina tão mística para alguns. Só se aprende a fazer fazendo. 
No desenvolvimento do projeto foi elaborada e aplicada uma enquete: "Como você 
gostaria que fosse nosso colégio?", onde, por amostragem, uma turma de cada série de 
cada turno respondeu esta pesquisa. O resultado fora surpreendente, as sugestões as 
mais diversificadas possíveis. Os alunos ao responderem esta pesquisa, realmente se 
empenharam em fazer dela um veículo de comunicação e expressão de suas idéias. Os 
resultados obtidos foram organizados em gráficos, e os dados plotados em planilha 
eletrônica do MS Excel.  
Após desenvolvido o projeto, efetuou-se uma avaliação do processo pelos diretores das 
escolas envolvidas, os quais se comprometeram a implementar as inovações sugeridas 
pelos alunos conforme resultado da pesquisa realizada em seus respectivos 
estabelecimentos. Devido aos resultados da pesquisa, as expectativas levantadas pelos 
alunos e pela apresentação do projeto no V Encontro Nacional do PROINFO realizado em 
Faxinal do Céu no período de 08 a 12 de novembro de 1999 e, no Workshop da Oficina 
de Projetos promovido pelo NTE-Curitiba-CETEPAR de 29 a 30 de novembro de 1999, 
constatou-se que houve um estreitamento no relacionamento entre direção e alunos. 
A avaliação deste processo foi diagnóstica, abordou o aprender a aprender (de Pedro 
Demo), o ensino com pesquisa, o desenvolvimento cognitivo e o afetivo, visando sempre 
o trabalho colaborativo e a  parceria nas atividades. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS: 
Acreditamos que o desenvolvimento deste trabalho possibilitou e possibilitará auxiliar no 
processo de implantação das novas tecnologias nas escolas e que é possível instigar os 
educadores a buscarem um paradigma emergente para sua prática pedagógica. Nesta 
caminhada de reconstrução da docência que possa vir a atender as exigências da 
sociedade do conhecimento, em especial a utilização do computador como ferramenta a 
serviço das novas metodologias educacionais. 
Os alunos inicialmente tímidos e retraídos, com receio de expor suas idéias, se tornaram 
inquisidores, críticos e sem medo de colocar suas opiniões aos professores e diretores. 
Com este incentivo do aprender a aprender os alunos se revelaram grandes 
pesquisadores e muito criativos. 
Assim, a busca pela integração dos educandos da rede pública de ensino estadual para 
atuarem como  alunos-monitores nos laboratórios de informática dos estabelecimentos 
onde estudam, terá alcançado  sua real finalidade quando educadores e sociedade 
compreenderem que para aprender é necessário disponibilizar os diversos recursos 
tecnológicos presentes em nossas comunidades, partindo para uma conquista do 
compartilhamento do aprender pela pesquisa auxiliando seus parceiros (colegas de 
classe) na construção do conhecimento, ocupando o espaço que lhes cabe na sociedade. 
Bem, a realidade é que a educação está mudando e vai mudar cada vez mais em nossas 
escolas. Digamos que ela é a grande alavanca para a formação do cidadão, o que nos 
resta é dar o impulso para que isso aconteça. 

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMARAL,  Marco  Antonio. Software  aplicativos:  como  avaliá-los?  Monografia  
      Apresentada  para  conclusão  da  Especialização  em  Informática na Educação.  
      SEED/CEFET  Curitiba, 1999. 
BEHRENS,  Marilda  Aparecida.  Formação Continuada dos Professores e a Prática  
      Pedagógica. Curitiba: Champagnat,1996. 
DWYER, David C.  Ensinando  com  Tecnologia: criando  salas  de aula centradas nos   
       alunos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. 
CHAVES,  Eduardo O C. & SETZER,  Valdemar W.  O  Uso  de  Computadores  em   
     Escolas:  fundamentos  e  críticas. São Paulo: Scipione, 1998. 
DEMO, Pedro.  Educar  pela  Pesquisa.  Campinas: Autores Associados,1997. 
KUSMAN,  Noeli  de  Fátima.  Informática Educativa: Pressupostos para alicerçar uma 
      metodologia  inovadora  no  ensino  da  Química.  Monografia  apresentada  para  
      conclusão  da Especialização  em  Informática  na  Educação.  SEED/CEFET  
      Curitiba,1999. 
LITWIN, Edith.(org.)  Tecnologia  Educacional.  Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. 
MACHADO, José  Nilson.  Epistemologia  e Didática. As concepções de conhecimento e  
      inteligência e a prática docente . São Paulo. Cortez. 1995. 
NIQUINI,   Débora   Pinto.   Informática   na    Educação:   implicações  didático- 
    pedagógicos  e  construção do  conhecimento.  Brasília:UNIVERSAUCB,1996. 
PAPERT, Seymour.  A  máquina  das  crianças.  Repensando  a  escola  na  era da   
     informática Trad. Sandra Costa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 
SANCHO, Juana M.(org.) Para uma tecnologia educacional trad. Beatriz Affonso Neves  
     Porto Alegre: Artmed,1998 
TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na Educação: professor na atualidade. São Paulo:  
     Ërica,1998  

Ambos os autores se comprometem a apresentar o trabalho no caso de aceitação deste. 

Nome Marco Antonio Amaral  NTE-Cornélio Procópio 
Rua João Cabral de Medeiros, 47 - Cornélio Procópio-Pr. 86300-000  
Fone(res.): (43) 523-7368  
Fone(NTE): (43) 524 1545  
Email - marcorall@mailbr.com.br , marcorall@onda.com.br 
Fax :(43) 524-4040 

Noeli de Fátima Kusman  NTE-Curitiba-CETEPAR 
Rua José Dal’  Negro, 50 Xaxim  Curitiba-Pr. 81720-080 
Fone (res): (41) 275-8923 
Fone (NTE): (41) 376-3323 R.239. 
Fax: (41) 278-7108 
e-mail: noeli@professor.mailbr.com.br

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